23.4.10

A CANCELA





















Adelaide 2009


Olhei aquele mágico recanto e senti um desejo enorme de abrir a cancela. Não hesitei, pousei a mão na madeira seca, empurrei-a levemente, ao mesmo tempo que o chiar dos gonzos me deliciaram os ouvidos. Os pássaros que dormiam acordaram assustados e levantaram vôo de umas árvores para as outras. Iniciei a minha marcha cautelosamente para não danificar tão belas plantas. Nunca se danifique o que é belo porque o que é belo tem o dedo divino. As minhas narinas abriram-se para que o suave odor que enchia o ar pudesse entrar a rodos. Passei as mãos levemente pelas flores, para não as machucar, e seu cheiro nelas ficou. Por trás de um ramo mais alto, de repente se me deparou um belo anjo que dormia sorrindo, talvez por que estivesse sonhando um belo sonho.

Dirijo-vos este texto para que possais também experimentar o sentimento que o meu corpo sentiu depois de ter atravessado aquela velha cancela que apesar de fechada deixa entrar quem quiser e precisar de se alimentar das belezas que nos rodeiam e que gostam de ser olhadas e apreciadas, assim como eu fiz!

***

3 comentários:

Manuel disse...

Adorei todo esse bucolismo.

MARA disse...

Eu também.

Adelaide disse...

Caro Manuel,

O bucolismo que adorou encontra-se neste momento pendurado na parede de uma galeria.

A minha 1ª Exposição.

Bom Fim de Semana

Adelaide