18.8.11

A ROSA













Estava perdida,
No chão caída
Molhada,
Abandonada,
Pobre rosa ferida!
A força da chuva
A roubara à árvore mãe,
Que chorava também,
Ao vê-la caída na relva, dorida...
Mas,
Uns dedos suaves,
De mãos singelas,
A apanharam,
E entregaram,
Como presente,
À avó carente,
E de rosas amante!
Gesto belo de netinho adorado,
Pela avó amado,
Eternamente...

Adelaide 2008


O MEU MAR

















As águas verdes
tranquilas ou ondulantes
que os meus olhos enxergam
e admiram sem descanso,
pertencem ao meu mar
porque nele me molho se quero
ou só o olho e não me molho.

As areias lisas
ou já calcadas,
pertencem ao mar verde
que as alisa quando quer.
Porque uma areia lisa
lembra uma seda
muito brilhante
muito ondulante
se uma brisa houver.

Estendo-me nessa areia de seda,
sinto o calor que me aconchega.
Cobre-me o azul do céu
que me encanta, me enleva
e acalma os meus turbilhões.
Medito, relembro o que já passou
mas...esqueço. Lembrar para quê?


Adelaide 2010

17.8.11

A PALAVRA TERNURA












Ameaçava um pouco de chuva
Mas decidi fazer a caminhada.
Numa curva do caminho
Dei de caras com a ternura!
Cena linda e muita rara,
Muito bela e muito pura...
Uma avozinha curvada,
Depois de uma vida bem dura...
Uma mão cansada,
Escura e com rugas,
Ao mesmo tempo que uma mão
Linda, branca, e rosada,
A mão da avó segurava.
- Cuidado vovó, cuidado.
Podes cair e eu sou pequenina para te ajudar.
Sabes que te amo, não sabes!
Sabes que te amo com muita ternura.
- Sei minha querida, e sei também
Que és o amor da minha vida!

Fiquei parada, comovida,
Olhos molhados,
E um nó na garganta.
Cena linda que na minha mente
Ficará plantada para sempre...

Adelaide 2011
Autora

***