26.12.08

A URSA E O FILHO

A PACIÊNCIA e a EDUCAÇÃO corrigem os defeitos.

Uma ursa tinha um filho recém-nascido. Era horrivelmente feio. Não se reconhecia nele figura de animal. Era uma massa informe.
A ursa, envergonhada de ter tal filho, foi procurar uma gralha sua vizinha, que fazia grande barulho com a sua falácia.

-"Que farei deste pequenino monstro, minha boa comadre? perguntou-lhe a ursa. Tenho vontade de o estrangular".

-"Não faças tal, respondeu a faladora. Tenho visto outras ursas no mesmo embaraço que tu agora tens. Vai, acaricía docemente o teu filho, em breve ele será bonito e te dará honra.

A ursa acreditou facilmente no que ouviu em favor do filho; teve a paciência de o acariciar por muito tempo. Tempos passaram, ele começou a tornar-se menos disforme, e ela foi agradecer à gralha nestes termos:

-"Se tu não tivesses moderado a minha impaciência, eu, cruelmente, teria despedaçado o meu filho que é agora todo o enlevo da minha vida.

Oh! como a impaciência impede a prática do bem e é a causa de tantos males.

17.12.08

O MEU AMIGO O VENTO

Sentei-me numa pedra do caminho.
Estava cansada e ofegante.
Tinha sido longa a corrida com o vento.
Havia-lhe pedido que me levasse
longe no firmamento.
E ele levou-me.

Enlacei nele meus braços,
com força p'ra não cair.
Passamos por belas nuvens,
em agitados movimentos.
Falei com as estrelas
Admirei seu brilho intenso,
E me apaixonei por elas.

Como é belo o firmamento.
Que bom foi subir com o vento.
"Levo-te quando quiseres..."
"Obrigada meu amigo,
Esperarei por ti
Nestra pedra sentada,
No meio do arvoredo
Na hora da alvorada"

O TINTEIRO DE PORCELANA

O VALOR DA PALAVRA PERDÃ0

Em 1885, um velho professor, tinha sobre a mesa um lindo tinteiro de porcelana. Era um dos seus objectos de estimação. Muitas vezes recomendava: "Não toquem no meu tinteiro".
Porém, partiu-se, porque, numa certa terça-feira, dois alunos ficaram na aula, na hora do recreio e, malvada tentação, um deles, o André, aproximou-se da mesa do professor, olhos pregados no tinteiro, pegou-lhe, e zás... deixou-o cair. Chorou,tremeu, sem saber o que fazer. O seu colega, o Leão, bom rapaz e bom amigo, juntou os pedaços e consolou o André como pôde. Entretanto, entra o professor que logo vê o seu tinteiro em pedaços. Desgostoso e indignado disse: "O culpado que se levante para apanhar três palmatoadas, objecto este que, felizmente, acabou por desaparecer das salas de aula. Silêncio profundo. Leão levantou-se e estendeu a mão. Nesse momento, uma voz lá do fundo grita: não foi ele, não foi ele! Expliquem-se, disse o professor. Leão diz: na verdade não fui eu, foi o André. Mas ele está tão triste, não queria partir o tinteiro, e é tão pequenino que prefiro eu receber o castigo. Todos os outros alunos gritaram: PERDÃO, PERDÃO. O professor, comovido com a boa acção do Leão abraçou-o, como prémio bem merecido, e uma chuva de aplausos inundou a aula graças à boa acção do Leão. O valor que tem uma simples palavra : PERDÃO.

11.12.08

O MEU MAR

As águas verdes
tranquilas ou ondulantes
que os meus olhos enxergam
e admiram sem descanso,
pertencem ao meu mar
porque nele me molho se quero
ou só o olho e não me molho.

As areias lisas
ou já calcadas,
pertencem ao mar verde
que as alisa quando quer.
Porque uma areia lisa
lembra uma seda
muito brilhante
muito ondulante
se uma brisa houver.

Estendo-me nessa areia de seda,
sinto o calor que me aconchega.
Cobre-me o azul do céu
que me encanta, me enleva
e acalma os meus turbilhões.
Medito, relembro o que já passou
mas...esqueço. Lembrar para quê?

INSPIRAÇÃO EM W. TURNER


Adelaide 08
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9.12.08

LOIROS CABELOS SEDOSOS


UMA CABECINHA VISTA DE CIMA.
UNS CABELINHOS SEDOSOS.
UM CORPINHO FOFO ENCANTADOR.
MLHÕES DE BEJINHOS CALOROSOS.

OS MEUS ABRAÇOS,
OS MEUS BEIJOS,
SÃO MILAGRES
QUE ME ALIMENTAM.

OS SEUS ABRAÇOS,
OS SEUS BEIJOS,
DADOS COM CARINHO,
DÃO-ME A ALEGRIA QUE PRECISO
PARA CONTINUAR VIVENDO...

PAI, NÃO TENHO TUDO O QUE QUERO
MAS AMO TUDO O QUE TENHO.
BEM HAJA PAI!

HELOISA E ABELARDO

Mais uma daquelas histórias que despedaçam corações.
Teremos de calcorrear muitos anos para trás no tempo para chegarmos ao local, na antiguidade, onde tal história aconteceu.

Era o jovem Abelardo conhecido, nesses tempos, como príncipe dos filósofos. O adro da Catedral de Notre Dame, na França romântica, era o local por ele escolhido para se dirigir aos que o escutavam e que eram muitos mais do que simples dezenas. Em breve começou a ter fama de sábio. Adorava a sua filosofia. Era no tempo em que os nobres contratavam preceptores para ensinarem os filhos, e a fama de Abelardo chegou aos ouvidos do tio de Heloisa. Má hora, triste sina, pois que este seria o ponto de partida para mais uma história de amor fadada para terminar tragicamente. Era Heloisa ainda uma criança, linda como as crianças! Quando Abelardo nela pousou seu olhar, ficou atónito pela sua juventude e beleza. Um jovem e sábio professor e uma jovem e bela aluna. Antes que corresse o boato do encantamento entre os dois, já Heloisa tinha aprendido as línguas que nesse tempo, por costume,se ensinavam. A par das línguas aprendera Heloisa também o amor.
Casaram em segredo, para desespero do tio ao tomar conhecimento do sucedido. Heloisa, porque amava muito Abelardo, procurou refúgio num convento para que seu amado pudesse continuar seus estudos. A sua relação com o tio tinha sido severamente afectada. A apreensão de Abelardo não esmoreceu mesmo assim e, na verdade, o que aconteceu a seguir provou que a sua apreensão se justificava. O tio de Heloisa mandou que dois marginais se introduzissem no quarto de Abelardo, pela calada da noite, para lhe infligirem uma terrível e cruel mutilação. Isto leva-o a entrar também para o convento onde, mesmo com tão pesado desgosto em seu coração e em sua alma, continuou a estudar. Por seu lado, também Heloisa, ficou para sempre no convento, onde murchou como murcham as flores, e aí morreu. Separados na vida, acabam, porém, juntos na morte. Numa mesma sepultura onde finalmente puderam amar-se no segredo escuro da última morada.

COMIDA DE PLÁSTICO NAS ESCOLAS

É uma triste realidade dos nossos dias. Porque não dizer epidemia! Mais nos centros metropolitanos, onde os jovens frequentam as escolas, as refeições servidas a quem está em pleno desenvolvimento corporal e mental, são sempre iguais. A cor verde, representativa dos vegetais, não se vê nos tabuleiros das crianças. A fruta também escasseia. Predomina o amarelo dos "douradinhos" (fritos) e o amarelo das batatas, também fritas. As bebidas coloridas, feitas sabe-se lá como, demasiado doces e que muito contribuem para os excesso de açúcar no sangue. Pobre aparelho digestivo que deve estar saturado de tantos alimentos impróprios para o são funcionamento que a maravilhosa máquina humana precisa e merece.

Há dias atrás, num canal inglês, tive a oportunidade de constatar que, alguém muito especial, tomou uma iniciativa de louvar, e que se traduzia em melhorar a triste situação que atrás refiro. Trata-se de um mestre de cozinha, ainda jovem mas de grande qualidade na confecção da alimentação saudável. Fiquei feliz e pensei: "finalmente alguém se levanta, dá um murro na mesa, e tenta salvar as crianças viciadas na comida de plástico.

Arregaçou as mangas e, mãos à obra. Primeiro uma bela sopa de legumes, com sabor divinal, a seguir um empadão que escondia tudo aquilo que as crianças não gostam, porque também nas suas casas não foram nem são habituados a comer uma comida variada. Até os próprios pais, por causa do stress e das corridas diárias para o trabalho e do trabalho para casa, não têm tempo da confeccionar aquelas belas comidinhas do tempo dos nossos avós. Belos tempos esses...

Mas, voltemos às cantinas. É hora de almoço. As crianças são muitas e o barulho é ensurdecedor. O nosso chefe, cheio de esperança vai perguntando: então, jovem, o que queres para almoçar?

- Douradinhos e batatas fritas.
- Não queres começar com uma sopinha especial, muito gostosa que fiz para ti?
- Não, douradinhos e batatas fritas.
- E o empadão tostadinho, desse deves gostar!!! Só de o olhar ficas com água na boca.
- Não, douradinhos e batatas fritas.

O chefe, caíu-lhe o coração ao chão, triste, desiludido, porque tanto se tinha empenhado em implementar a viragem dos maus hábitos alimentares das nossas crianças, para uma alimentação saudável e racional de que tanto se fala e muito pouco se faz.
Prometeu, porém, que não ia desistir. Era uma batalha que se tinha proposto vencer. Palmas para pessoas assim. Palmas para quem se preocupa com os outros e não olha só para o seu umbigo.

Não percamos a esperança porque esta é a última a morrer.

1.12.08

MOZART INESQUECÍVEL

Querido amigo, ergo a minha taça para brindar à música inesquecível que Mozart nos deixou para delícia dos nossos sentidos. Sim, porque ela nos percorre de lés a lés. Todo o nosso ser se contagia pela beleza dos seus acordes, ritmo, leveza e tudo o mais que, só a boa música é capaz de despertar em nós, seres inteligentes e sensíveis a tudo que é belo. Também é digna de nota a biografia do mestre que nos deixou há já 250 anos. Como a maioria das pessoas sabe, tudo nele desabrochou na tenra idade. Infelizmente até a morte no-lo roubou aos 34 anos, quando não devia. Muito ficou por fazer. É difícil acreditar que, aos três anos de idade, só 36 meses de vida, tenha ele começado a ser considerado executante e aos 5 já compositor! Era um pequeno mestre austríaco que enfrentava grandes plateias e empreendia "tournées" que sempre acabavam em grandes triunfos. Era exigente consigo e com quem com ele trabalhava. Chegava mesmo a ser sarcástico nas suas críticas!

Como estudante era exemplar, atento e trabalhador. Helen Kaufman diz que, e estou plenamente de acordo, os jovens deviam ler a biografia deste grande músico, assim como a de outros grandes homens que ficaram famosos, mesmo noutros campos da ciência, não só porque daí tiraríam exemplos úteis para as suas vidas, mas também porque os bons exemplos escasseiam demais nestes dias tão conturbados da nossa existência onde parece que só o mal impera. E as nossas crianças! Infelizmente, estão expostas a ele, o mal, por força das circunstâncias. Vejam-se, como exemplo, os desenhos animados que invadem as nossas casas a toda a hora, apresentando imagens desprovidas de qualquer beleza, figuras terríveis que amedrontam até os adultos! Ah! Grande Walt Disney por onde andas tu?

Voltando porém ao tema principal, Mozart, há ainda muito que gostaria de partilhar contigo,meu velho e querido amigo de longa data... Por acaso sabias que antigamente não se falava em piano mas sim em cravo? E sabias também que era o próprio pai do nosso jovem músico que lhe dava lições, assim como à irmã, uns aninhos mais velha do que ele? É encantadora a biografia de Wolfgang! Havia um grande respeito entre o pai e os filhos. Bons velhos tempos!!!

Certo dia, terminada a aula da irmã, o pequeno futuro Mozart gostou tanto do que a irmã tocou que disse: Agora eu, agora eu! Cresce e aparece, lhe deve ter dito provavelmente o pai, ao mesmo tempo que não escondeu a sua admiração com a atitude do filho que nem sequer chegava ainda às notas do cravo.

23.11.08

PLANTAS QUE PENSAM

Todos sabemos que as plantas têem vida e sabem distinguir o bom e o máu. Pois é verdade, há uma planta que pensa embora pareça um mistério. Tem um aspecto sem beleza, cresce nas florestas húmidas, nos lenhos e arrasta-se de lugar para lugar. Conhece a matéria animal porque dela come pequenas partículas. Parece que pensa pois é capaz de distinguir o que é alimento próprio para ela e o que para ela não serve de alimento. Mais ainda, é capaz de distinguir as plantas femininas da sua espécie.O autor que falou sobre este assunto que muito atraiu a minha curiosidade, H. Thomas, diz também que esta planta curiosa pensa e dorme. Como o trevo que à noite dobra as suas folhas e parece que vai dormir....A ciência tem procurado descobrir esta catacterística das plantas mas sem resultado. As plantas que torcem suas gavinhas é porque pensam que têem de se agarrar para se proteger. Há uma outra planta que se chama planta do Chile que é capaz, incrível, de dar uma volta completa em torno de uma árvore numa hora e quinze minutos. Há plantas que mostram características de animais superiores. Se se sentem importunadas procuram o meio correcto e só quando o encontram fazem algo para se livrarem da situação. Os antigos poetas diziam que as arvores " suspiram pela luz" e que as flores "languesciam" de amor. .

22.11.08

TRISTE BELO POEMA DE FERNANDO PESSOA


O CARRO DE PAU QUE BEBÉ DEIXOU...
BEBÉ JÁ MORREU, O CARRO FICOU...

O CARRO DE PAU TOMBADO DE LADO...
DEPOIS DO ENTERRO FOI ASSIM ACHADO...

GUARDARAM O CARRO,GUARDARAM BEBÉ...
A VIDA E OS BRINQUEDOS---CADA UM É O QUE É...

ESTÁ O CARRO GUARDADO...BEBÉ VAI ESQUECENDO...
A VIDA É P'RA QUEM CONTINUA VIVENDO...

E O CARRO DE PAU É UM CARRO QUE ESTÁ
GUARDADO NUM SÓTãO ONDE NADA HÁ...

A VIDA É A MESMA ESQUECIDA CURIOSA...
QUEM SABE SE O CARRO SENTE ALGUMA COUSA?

UM BRINDE DO SOL

DIA DOCE, QUENTE, SOALHEIRO,
SUOR ESCORRENDO PELA FACE.
SILÊNCIO.
SILÊNCIO DE OURO
QUE CURA A EBULIÇÃO
QUE INVADE
MEU CORAÇÃO
MEU SER ABENÇOADO
POR TUDO QUE AMO
E AMO TANTO.
VIDA DE ENCANTO,
MOMENTOS DE GRAÇA,
MÚSICA QUE OUÇO
DE OLHOS FECHADOS,
E AQUELES ABRAÇOS
IMAGENS BELAS
FLORES
BELAS CORES...

18.11.08

INSPIRAÇÃO PERDIDA

Meus simples poemas,
Pequenos poemas meus.
Andais esquecidos, perdidos.
Que falta me fazeis.
Por onde andas tu
Inspiração minha que me abandonaste?

Alguém a encontrou,
Por aí,
Vagueando,
Perdida,
Esquecida.
Ela me pertence,
Me faz falta,
Como vivo, sem ela?

Sinto-me vazia,
Fria,
Sem o seu calor.
Vem ter comigo de novo,
Dar-te-ei o meu carinho,
As minhas carícias,
O meu amor.

Espero-te com ansiedade.
Quero-te para me expressar,
Me esvaziar, me consolar,
Escrever o que tenho para dizer
E me comover lendo
O que meus ouvidos gostam de ouvir.

O ÚLTIMO CÉU

 

Adelaide 08
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17.11.08

DESEJO REALIZADO

Era uma tarde de sol
quente e doce.
Fui andando, andando,
sentindo na face
e nos olhos fechados
o calor e a luz forte
do astro rei.

Caminhei, caminhei,
até que um relvado
verde, fresco, bem tratado,
com pingos de orvalho
ainda por secar,
se me deparou.

P'ra minha alegria,
parei, e pensei..
É este o momento
de realizar meu desejo,
há muito guardado.
Ajoelhei, deitei
suavemente.
E meu corpo
rebolou na relva fresca.

Rebolou, rebolou,
olhei o céu e assim fiquei.
Não mais me levantaria...
Era tão grande a alegria,
E o sentimento que sentia.
Tinha realizado o desejo
que há muito queria.

14.11.08

A HISTÓRIA DE ORFEU E EURIDICE

ORFEU O "PAI DO CANTO"

"PAI DO CANTO" foi o título que lhe deram. Era considerado músico lendário e poeta. Diz a lenda que recebeu uma lira de Apolo e que as deusas das artes, as Musas, eram suas mestras. Com a música que elas lhe ensinaram foi capaz de encantar os homens e os animais, dar movimento às árvores e até, segundo a lenda, mover rochedos!!!
Sua esposa, Euridíce, morreu, e ele suplicou ao seu Deus padroeiro que lhe desse capacidade para a libertar do reino de Plutão. Sua prece foi ouvida com uma condição: "não deveria olhar para ela enquanto não estivesse completamente fora do mundo subterrâneo". Com a sua música conseguiu maravilhas. Venceu Plutão e as Fúrias que são criaturas selvagens que guardam as portas desse mundo escuro de morte. Porém aconteceu o que não devia ter acontecido. À vista de Orfeu, Euridíce ficou louca de amor e não percebia porque Orfeu não olhava para ela!!! Pediu-lhe que a olhasse e ele... não resistiu...! Euridíce, ainda não estava completamente liberta da escuridão, e o olhar do seu bem amado, por ter desobedecido à condição acordada com o seu Deus padroeiro, empurrou-a de novo e para sempre para o mundo de Plutão. Esta história de amor bela mas funesta serviu de tema a muitas óperas especialmente as de
Gluck e Monteverdi.

AS LÁGRIMAS

Molhadas
Salgadas
Importunas
Atrevidas.
Ligadas estão
Aos estados d´alma
Das nossas vidas.

Amantes da tristeza,
Não d´alegria
Por vezes ajudam,
Quem diria!

Se se vertem,
Cresce espaço dentro
O ar desanuvia.
Tudo fica mais leve
Adeus tristeza
Viva a alegria

O MOTOCICLISTA E O PASSARINHO

Um motociclista ia a 130 km/h por uma estrada quando, de
repente, foi de encontro a um passarinho e não
conseguiu esquivar-se: PANG!!
Pelo retrovisor, viu o bicho fazendo
várias piruetas no asfalto até ficar estendido.
Não podendo conter o remorso ecológico, parou a
motorizada e voltou para socorrer o bichinho.
O passarinho estava lá, inconsciente, quase morto.
Era tal a angústia do motociclista que recolheu a
pequena ave, comprou uma gaiola e levou-a para
casa, tendo o cuidado de deixar um pedaço de pão e
água para a acidentada.
No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência.

Ao despertar, vendo-se preso, cercado por grades, com
o pedacinho de pão e a vasilha de água no cantinho, o
bicho põe a mão, ou melhor, a asa na cabeça e grita:
- Merda, matei o gajo da mota !

NO MEIO DO ARVOREDO

 

Adelaide 08
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12.11.08

DOIS MANOS DORMINHOCOS




Era uma tarde quente de Junho,
E o soninho apertava.
O sofá, macio e fofo, convidava
a um salto da realidade para o mundo
vazio de barulhos onde o silêncio é profundo...

Foi uma visão que enterneceu...
a dona do sofá... que sou eu!

Não resisti e fui buscar a câmara digital que tem feito as minhas delícias. Como podia eu deixar de registar uma cena tão invulgar, porque, há sempre aquela guerrinha entre manos, "ora chega p'ra lá , tou apertado, tira o pé, ai que vou cair, vovó???...

A COR DO OUTONO

 

Adelaide 08
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CHUVA DE INVERNO

A chuva está chegando para nos "acariciar" e nos lembrar o último Inverno e todos os Invernos das nossas vidas. Cada um tem os seus Invernos com as imagens que lhes estão associadas. No meu caso são as árvores molhadas e em movimentos descontrolados pela força do vento que mais tenho presentes na mente. Durante anos e anos a fio vi árvores grandes, frondosas ( as de folha caduca). Numa outra fase mais para diante, já não eram frondosas mas sim, esqueletos de árvores, ausentes de folhas porque o tal vento as havia levado com a sua força e as espalhara por tudo quanto era sítio, amareladas, encarquilhadas, secas e feitas em mil pedaços até que ninguém mais as via. Agora que tudo mudou, e adoro mudar porque mudar é renovar, vejo árvores pequeninas, agarradas ao chão com toda a força que possuem, serenas, molhadas, pingando pequenas gotas, que mais parecem cristais, da tal chuva que todos os anos, pelas leis da natureza, nos visitam para avisar que o Natal está à porta e para regar os campos sedentes. Tudo se modifica. Guardam-se as roupas leves e, passam-se para a frente as roupas pesadas e quentes. Começamos então a pensar nas prendas com laçarotes coloridos que temos de colocar ao pé da Árvore. É a roda da vida cumprindo o seu movimento.

AMOR DE AVÓ

Para a M., para o A., para o S., para o F.e para a T. Como sabeis, o meu amor por vós não tem limites.
Assim como não tem limites o amor que os pais têm pelos filhos.
Este blog é especialmente criado para vós e pena terei que, devido aos vossos muitos afazeres infantis (isto só para os mais pequenos, claro), sejais obrigados a visitá-lo com alguns intervalos mais ou menos longos.
Os mais velhos, esses já têm os seus próprios blogs, aliás dignos de serem visitados, não terão, portanto, muito tempo livre para o blog da Vovó.

Como avó, já não muito jovem, mas também não muito velha, tenho muito gosto
em poder transmitir-vos o que aprendi através dos anos, especialmente na área
das línguas, para o que sempre mostrei uma certa tendência, e, é graças a essa tendência, que posso hoje navegar pela Net e ter este blog para me comunicar convosco. Espero que fiquem contentes,

Beijinhos
Vovómilai

11.11.08

UM PATO COM HISTÓRIA











Adelaide 08

***

CORAÇÃO FELIZ

O meu coração está feliz!
E todo o meu corpo.
Porque
Um sentimento doce
me corre nas veias.
E por isso estou feliz!
Apetece-me abraçar as árvores
e dar palmadas nos muros
que nem o Tomé da Póvoa.
Ele dizia:
Estas árvores são minhas,
Estes muros são meus.
Até os passarinhos,
que fazem os ninhos
em minhas árvores
são meus!
Tomé da Póvoa estava feliz!
Como o meu, também o seu coração,
batia forte, de alegria e comoção!

Labels: UM POUCO DE POESIA

posted by Mara at 8:55 AM 3 Comments Links to this post

CICLO DO TEMPO

Tempos mudando,
Estações reduzindo
Lenta, lentamente.
Eram quatro, são duas.
Chuvas e sóis.
Chuvas que alagam as terras,
As casas, rios que transbordam
E perdem a sua pacatez suave e brilhante
Que o mar já não acolhe em seu leito
Porque se perderam pelos campos sem fim.
Culturas destruídas,
Casas abandonadas,
Olhos que choram de dor,
Tudo perdido!
Depois, a natureza verde
Vai rompendo.
Hastes que crescem longas, tenras
E apontam ao céu.
Parece que a esperança renasce.
Porém,
O sol vem devagarinho,
Com pezinhos de lã,
E vai aquecendo, aquecendo.
Lá se vai a esperança de novo.
Calor demasiado,
Tudo queimado,
Beleza verde que morre,
Flores que murcham,
Chuva que volta,
Rios que transbordam...

Mara

CAMPO DE PAPOILAS DE MONET


Adelaide 08

10.11.08

OUTONO

 

Adelaide 08
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Adelaide 08