1.12.08

MOZART INESQUECÍVEL

Querido amigo, ergo a minha taça para brindar à música inesquecível que Mozart nos deixou para delícia dos nossos sentidos. Sim, porque ela nos percorre de lés a lés. Todo o nosso ser se contagia pela beleza dos seus acordes, ritmo, leveza e tudo o mais que, só a boa música é capaz de despertar em nós, seres inteligentes e sensíveis a tudo que é belo. Também é digna de nota a biografia do mestre que nos deixou há já 250 anos. Como a maioria das pessoas sabe, tudo nele desabrochou na tenra idade. Infelizmente até a morte no-lo roubou aos 34 anos, quando não devia. Muito ficou por fazer. É difícil acreditar que, aos três anos de idade, só 36 meses de vida, tenha ele começado a ser considerado executante e aos 5 já compositor! Era um pequeno mestre austríaco que enfrentava grandes plateias e empreendia "tournées" que sempre acabavam em grandes triunfos. Era exigente consigo e com quem com ele trabalhava. Chegava mesmo a ser sarcástico nas suas críticas!

Como estudante era exemplar, atento e trabalhador. Helen Kaufman diz que, e estou plenamente de acordo, os jovens deviam ler a biografia deste grande músico, assim como a de outros grandes homens que ficaram famosos, mesmo noutros campos da ciência, não só porque daí tiraríam exemplos úteis para as suas vidas, mas também porque os bons exemplos escasseiam demais nestes dias tão conturbados da nossa existência onde parece que só o mal impera. E as nossas crianças! Infelizmente, estão expostas a ele, o mal, por força das circunstâncias. Vejam-se, como exemplo, os desenhos animados que invadem as nossas casas a toda a hora, apresentando imagens desprovidas de qualquer beleza, figuras terríveis que amedrontam até os adultos! Ah! Grande Walt Disney por onde andas tu?

Voltando porém ao tema principal, Mozart, há ainda muito que gostaria de partilhar contigo,meu velho e querido amigo de longa data... Por acaso sabias que antigamente não se falava em piano mas sim em cravo? E sabias também que era o próprio pai do nosso jovem músico que lhe dava lições, assim como à irmã, uns aninhos mais velha do que ele? É encantadora a biografia de Wolfgang! Havia um grande respeito entre o pai e os filhos. Bons velhos tempos!!!

Certo dia, terminada a aula da irmã, o pequeno futuro Mozart gostou tanto do que a irmã tocou que disse: Agora eu, agora eu! Cresce e aparece, lhe deve ter dito provavelmente o pai, ao mesmo tempo que não escondeu a sua admiração com a atitude do filho que nem sequer chegava ainda às notas do cravo.

6 comentários:

Mariazita disse...

Querida Milai
Muita bonita, esta homenagem que prestas a Mozart, ao mesmo tempo que aproveitas para dar uma panorâmica, ainda que geral, da nossa "rapaziada".
Tens razão, aos nossos jovens faria muito bem conhecer exemplos como este e tantos outros, que felizmente há.
Mas o que se lhes oferece de bandeja, tanto a nível de TV como de cinema e tudo o mais, só serve para os afastar dos bons princípios.

Esperemos que as coisas melhorem...

Beijinhos
Mariazita

Mara disse...

Querida Mariazita,

Eu tenho alguma fé nos nossos jovens. Infelizmente não posso dizer que tenho muita fé. Os tempos mudaram. A TV é demasiado realista o que leva os jovens a tirar conclusões das coisas mais naturais da vida que não são as melhores. A Internet é outro problema. Há quem escolha o lado mau da net. É uma pena que assim seja porque o lado bom é algo de maravihoso e instrutivo. Muito havia para dizer mas, como tu às vezes dizes que a cozinha te chama, eu também digo agora o mesmo.
Desejo-te, para o fim de semana que se aproxima, muita alegria, muita "gaiteirisse" enfim, tudo de bom.

Beijnhos
Milai/mara

Bill Stein Husenbar disse...

Sem dúvida é um grande simbolo de cultura.

http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

O Profeta disse...

Este Mar que beija a Ilha
Traz de longe sonhos perdidos
Adormece na areia e deixa
Na espuma mil e um segredos

Meus sonhos são estrelas que semeio no espaço
São corpo nu que vagueia pela saudade
Brotam e correm para o Mar
Enfrentam a dor a tempestade



Bom domingo



Doce beijo

Maria Letra disse...

Mara,
Tu sabes como gosto de ti, mas deixa-me dizer-te uma coisa: o exemplo de Mozart, Edgar Allen Poe, Camões, Shakespeare, Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá (tanto para diversificar as vivências), etc., etc., etc., não estão na moda. Hoje tem de falar-se de coisas como: A nova face de Lili Caneças, Uma nova excêntricidade de Castelo Branco, As Desgraças de David (o filho daquela que matou o marido, nem sei o nome dele), Os Dramas amorosos de Elsa Raposo, enfim, um cem número de celebridades que tu NUNCA referiste.... Valha-nos Deus! O que é que interessa a essa gente e seus seguidores, que são milhares, pensar nos exemplos que tu deste?
Ah! Descobri! Eureka! É que tu sabes, com a tua doce simplicidade, interesse pela leitura e delicada busca do que é bom para quem te lê, trazer a nós coisas como Mozart, que me delicio ouvir sempre que, na penumbra da minha querida sala-de-estar, me estendo no meu sofá, cansada de qualquer arrumação que fiz no meu ninho ou duma saída mais longa que me deixou "de rastos". Mozart dá-me essa ajuda no relaxamento de que, nesses momentos, necessito. Ele devia estar a precisar do mesmo, embora por razões BEM diferentes, quando compôs uma grande parte das suas músicas.
Deixo-te um beijinho.

Mara disse...

É verdade, querida Mariazita. Se por um lado se vão vendo alguns jovens que seguem o caminho da fé (coisa admirável nos tempos que correm) por outro lado, a maioria, e isto faz doer a alma, demonstra falta de princípios, falta de lealdade, um grande desrespeiro pelos nossos queridos idosos que precisam de carinho e são tratados como se trapos fossem. Lembrar a história de grandes homens será, portanto, um meio de lhes bater à porta para lhes fazer ver o quão errados estão vivendo uma vida sem escrúpulos, sem noção do dever e sem fraternidade.

Boa semana-
Beijinhos
Mara