Sentei-me numa pedra do caminho.
Estava cansada e ofegante.
Tinha sido longa a corrida com o vento.
Havia-lhe pedido que me levasse
longe no firmamento.
E ele levou-me.
Enlacei nele meus braços,
com força p'ra não cair.
Passamos por belas nuvens,
em agitados movimentos.
Falei com as estrelas
Admirei seu brilho intenso,
E me apaixonei por elas.
Como é belo o firmamento.
Que bom foi subir com o vento.
"Levo-te quando quiseres..."
"Obrigada meu amigo,
Esperarei por ti
Nestra pedra sentada,
No meio do arvoredo
Na hora da alvorada"
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17.12.08
11.11.08
CORAÇÃO FELIZ
O meu coração está feliz!
E todo o meu corpo.
Porque
Um sentimento doce
me corre nas veias.
E por isso estou feliz!
Apetece-me abraçar as árvores
e dar palmadas nos muros
que nem o Tomé da Póvoa.
Ele dizia:
Estas árvores são minhas,
Estes muros são meus.
Até os passarinhos,
que fazem os ninhos
em minhas árvores
são meus!
Tomé da Póvoa estava feliz!
Como o meu, também o seu coração,
batia forte, de alegria e comoção!
Labels: UM POUCO DE POESIA
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E todo o meu corpo.
Porque
Um sentimento doce
me corre nas veias.
E por isso estou feliz!
Apetece-me abraçar as árvores
e dar palmadas nos muros
que nem o Tomé da Póvoa.
Ele dizia:
Estas árvores são minhas,
Estes muros são meus.
Até os passarinhos,
que fazem os ninhos
em minhas árvores
são meus!
Tomé da Póvoa estava feliz!
Como o meu, também o seu coração,
batia forte, de alegria e comoção!
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CICLO DO TEMPO
Tempos mudando,
Estações reduzindo
Lenta, lentamente.
Eram quatro, são duas.
Chuvas e sóis.
Chuvas que alagam as terras,
As casas, rios que transbordam
E perdem a sua pacatez suave e brilhante
Que o mar já não acolhe em seu leito
Porque se perderam pelos campos sem fim.
Culturas destruídas,
Casas abandonadas,
Olhos que choram de dor,
Tudo perdido!
Depois, a natureza verde
Vai rompendo.
Hastes que crescem longas, tenras
E apontam ao céu.
Parece que a esperança renasce.
Porém,
O sol vem devagarinho,
Com pezinhos de lã,
E vai aquecendo, aquecendo.
Lá se vai a esperança de novo.
Calor demasiado,
Tudo queimado,
Beleza verde que morre,
Flores que murcham,
Chuva que volta,
Rios que transbordam...
Mara
Estações reduzindo
Lenta, lentamente.
Eram quatro, são duas.
Chuvas e sóis.
Chuvas que alagam as terras,
As casas, rios que transbordam
E perdem a sua pacatez suave e brilhante
Que o mar já não acolhe em seu leito
Porque se perderam pelos campos sem fim.
Culturas destruídas,
Casas abandonadas,
Olhos que choram de dor,
Tudo perdido!
Depois, a natureza verde
Vai rompendo.
Hastes que crescem longas, tenras
E apontam ao céu.
Parece que a esperança renasce.
Porém,
O sol vem devagarinho,
Com pezinhos de lã,
E vai aquecendo, aquecendo.
Lá se vai a esperança de novo.
Calor demasiado,
Tudo queimado,
Beleza verde que morre,
Flores que murcham,
Chuva que volta,
Rios que transbordam...
Mara
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