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São três gaivotas lindas, brancas como a neve e manchadas de cinza claro, que me davam os bons dias todas as manhãs. Encontrava-as empoleiradas no candeeiro em frente de minha antiga varanda. Estavamos, eu e elas, exactamente à mesma altura a partir do solo. Eu chegava e dizia "Olá belezas" e elas respondiam à sua maneira: viravam o bico para o céu, (em direcção ao Criador), esgoelavam-se, e davam um grito como que a dizer-me também "Olá, bom dia". Depois, vaidosas, ensaiavam os seus belos voos, asas bem abertas, cortavam o céu a seu bel prazer. Encanto de se ver. Como dizia H.Thomas, que muito admiro pelos seus escritos, a natureza está cheia de milagres, Nós os humanos é que não reparamos. Considero as minhas gaivotas mais um desses milagres. O grito que davam com o bico virado ao céu para me darem os bons dias, era muito diferente do tom de grito para me pedirem as migalhas a que as tinha habituado. Já não viravam o bico para o Criador mas para mim. Davam umas voltas, fazendo-se rogadas mas, por fim, comiam as migalhas, ao mesmo tempo que se debicavam umas às outras, para protegerem o que achavam ser delas por direito.
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8 comentários:
Olá Milai!
Bonita maneira de contar o seu encontro com as graciosas gaivotas que se tornaram suas amigas. A natureza tem mesmo muitas coisas lindas para nos oferecer; é só mesmo pararmos um pouco e prestarmos atençâo - às vezes, elas estão mesmo à nossa frente, e disso não nos damos conta ...
Um abraço.
Vitor
Olá Vitor,
Obrigada pela sua visita e pelas suas sempre simpáticas palavras.
Este conto é mesmo verdadeiro e passou-me comigo. A casa onde vivia, anterior a esta, era num 2º andar. Sempre que ia à varanda
dava logo de caras com as gaivotas pousadas no candeeiro mesmo em frente. Estavam à minha espera.
Mudei e perdi-as. E que saudades eu sinto delas.
Um abraço
Milai
Olá
É bem verdade, Mara
O Mundo está cheio de coisas belas. Nós, os humanos, é que andamos tão distraídos e tão convencidos da nossa omnipotência, que nem reparamos.
Às vezes nem reparamos em nada. Andamos a vogar no vazio, quantas vezes!
E o Maravilhoso do Universo ao alcance da nossa mão e mesmo do nosso espírito!
Bom dia, um abraço
António
Sabes, Milai, quando os meus filhos eram pequeninos, encontrámos na praia uma gaivota a morrer, com uma asa partida. Como sofreram. Levei-a para o Porto, fomos a um veterinário, mas ela morreu, dois dias depois. Ainda hoje falam nisso.
Beijinhos.
Belas amigas.
BEIJAÕ
Mara, vou colocar aqui o comentário que não entrou no blog de fotografias.
"Oi Mara, estes postres são realmente ótimos. Acredito que representam um ponto forte das artes gráficas. Muito bom!"
E aproveito pra reparar na tua versatilidade e alegria. Parabéns.
Querida Mizita,
A história que acabas de me contar, aconteceria exactamente com o meu filho João e agora também com o meu Sebastião.
É lindo que os seres humanos gostem dos animais e se aflijam com as suas dores. Há quem não goste, o que acho triste e feio.
Beijinhos
Milai
Mas que lindo instante e que mágnifico instantaneo. Parabéns
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