15.2.12

UM BANCO DE JARDIM

















Foi novo e lindo
Em tempos que já la vão.
Muitos pares amorosos
Ali se deram a mão!
Beijos trocaram
e muitos abraços.
Segredos entre si revelaram
Que o lindo banco guardou.
Palavras lindas ouviu
E não mais esqueceu.
Nas suas madeiras
ficaram gravadas e,
Nem o passar dos tempos
Os segredos lhe levou.
Por isso é feliz
por ter dado assento
a tantos namorados
que nele sentados
Belos momentos viveram!

Hoje está velho, só e triste,
Marcado pelo tempo.
Madeiras velhas,
Ferros sem cor.
Só tristes velhos, já cansados,
nele se sentam,
tristes e embrulhados
Em casacos desgastados
Porque nem o sol os aquece!

Hoje é um triste banco,
E nada ouve que o console.
Só tristezas e queixas
De quem vida dura viveu!
Ele próprio é velho também!
E já namorados não tem!

Adelaide


***





4 comentários:

Ana Martins disse...

E foi este banquinho, que deu origem a um poema de saudade cravejado de recordações!

Muito bonito.

Beijinho,
Ana Martins

Maria Teresa Fheliz Benedito disse...

Adelaide querida!
Que delícia esse seu jeito de falar de saudade, eu adorei!
Beijinhos em seu coração

Adelaide disse...

Querida Ana,

Na minha adolescência sentei-me muitas vezes em bancos destes quando namorava com aquele que veio a ser meu marido.

Quando vi este banco logo a minha inspiração acordou e o poema saíu.

Namorar é bom e não esquece.

Beijinhos
Milai

Adelaide disse...

Queridos Teresa e João,

A vossa presença no meu blog, sempre me deixa feliz.

O meu coração está feliz porque está cheio de beijos. Obrigada a este casal tão amoroso !!!

Adelaide