26.7.10
22.7.10
12.7.10
A PROCISSÃO
Tocam os sinos da torre da igreja.
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.
Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!
Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!
Tocam os sinos na torre da igreja.
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!
Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.
Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!
Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!
Tocam os sinos na torre da igreja.
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!
Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!
Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.
Letra: António Lopes Ribeiro
Intérprete: João Villaret
8.7.10
4.7.10
COMIDA DE PLÁSTICO NAS ESCOLAS
É uma triste realidade dos nossos dias. Porque não dizer epidemia! Mais nos centros metropolitanos, onde os jovens frequentam as escolas, as refeições servidas a quem está em pleno desenvolvimento corporal e mental, são sempre iguais. A cor verde, representativa dos vegetais, não se vê nos tabuleiros das crianças. A fruta também escasseia. Predomina o amarelo dos "douradinhos" (fritos) e o amarelo das batatas, também fritas. As bebidas coloridas, feitas sabe-se lá como, demasiado doces e que muito contribuem para os excesso de açúcar no sangue. Pobre aparelho digestivo que deve estar saturado de tantos alimentos impróprios para o são funcionamento que a maravilhosa máquina humana precisa e merece.
Há dias atrás, num canal inglês, tive a oportunidade de constatar que, alguém muito especial, tomou uma iniciativa de louvar, e que se traduzia em melhorar a triste situação que atrás refiro. Trata-se de um mestre de cozinha, ainda jovem mas de grande qualidade na confecção da alimentação saudável. Fiquei feliz e pensei: "finalmente alguém se levanta, dá um murro na mesa, e tenta salvar as crianças viciadas na comida de plástico.
Arregaçou as mangas e, mãos à obra. Primeiro uma bela sopa de legumes, com sabor divinal, a seguir um empadão que escondia tudo aquilo que as crianças não gostam, porque também nas suas casas não foram nem são habituados a comer uma comida variada. Até os próprios pais, por causa do stress e das corridas diárias para o trabalho e do trabalho para casa, não têm tempo da confeccionar aquelas belas comidinhas do tempo dos nossos avós. Belos tempos esses...
Mas, voltemos às cantinas. É hora de almoço. As crianças são muitas e o barulho é ensurdecedor. O nosso chefe, cheio de esperança vai perguntando: então, jovem, o que queres para almoçar?
- Douradinhos e batatas fritas.
- Não queres começar com uma sopinha especial, muito gostosa que fiz para ti?
- Não, douradinhos e batatas fritas.
- E o empadão tostadinho, desse deves gostar!!! Só de o olhar ficas com água na boca.
- Não, douradinhos e batatas fritas.
O chefe, caíu-lhe o coração ao chão, triste, desiludido, porque tanto se tinha empenhado em implementar a viragem dos maus hábitos alimentares das nossas crianças, para uma alimentação saudável e racional de que tanto se fala e muito pouco se faz.
Prometeu, porém, que não ia desistir. Era uma batalha que se tinha proposto vencer. Palmas para pessoas assim. Palmas para quem se preocupa com os outros e não olha só para o seu umbigo.
Não percamos a esperança porque esta é a última a morrer.
***
Há dias atrás, num canal inglês, tive a oportunidade de constatar que, alguém muito especial, tomou uma iniciativa de louvar, e que se traduzia em melhorar a triste situação que atrás refiro. Trata-se de um mestre de cozinha, ainda jovem mas de grande qualidade na confecção da alimentação saudável. Fiquei feliz e pensei: "finalmente alguém se levanta, dá um murro na mesa, e tenta salvar as crianças viciadas na comida de plástico.
Arregaçou as mangas e, mãos à obra. Primeiro uma bela sopa de legumes, com sabor divinal, a seguir um empadão que escondia tudo aquilo que as crianças não gostam, porque também nas suas casas não foram nem são habituados a comer uma comida variada. Até os próprios pais, por causa do stress e das corridas diárias para o trabalho e do trabalho para casa, não têm tempo da confeccionar aquelas belas comidinhas do tempo dos nossos avós. Belos tempos esses...
Mas, voltemos às cantinas. É hora de almoço. As crianças são muitas e o barulho é ensurdecedor. O nosso chefe, cheio de esperança vai perguntando: então, jovem, o que queres para almoçar?
- Douradinhos e batatas fritas.
- Não queres começar com uma sopinha especial, muito gostosa que fiz para ti?
- Não, douradinhos e batatas fritas.
- E o empadão tostadinho, desse deves gostar!!! Só de o olhar ficas com água na boca.
- Não, douradinhos e batatas fritas.
O chefe, caíu-lhe o coração ao chão, triste, desiludido, porque tanto se tinha empenhado em implementar a viragem dos maus hábitos alimentares das nossas crianças, para uma alimentação saudável e racional de que tanto se fala e muito pouco se faz.
Prometeu, porém, que não ia desistir. Era uma batalha que se tinha proposto vencer. Palmas para pessoas assim. Palmas para quem se preocupa com os outros e não olha só para o seu umbigo.
Não percamos a esperança porque esta é a última a morrer.
***
3.7.10
DE UM LIVRO DE CONTOS
Estava em casa, sentado, quando a minha tia disse "UFF". Vi logo que havia coisa. Fui ver. Tinha-lhe nascido uma verruga na orelha. Não achei aquilo normal e, por isso, procurei imediatamente o meu tio brigadeiro.
-"Vamos falar com o Ministro. E fomos. O Ministro não quis acreditar. "Isso não é normal". Mas eu vi!
-"Sendo assim, será melhor não se saber de nada. Já viu o que isso pode causar?
-"Começam a inquirir, a verruga passa a ser tema de conversa, os anarquistas aproveitam o momento, a greve surge, tudo se complica, e depois a intervenção das Potências de Guerra. Melhor não dizer a ninguém. Guardaremos segredo e o Estado compensará. Pela expressão do meu tio brigadeiro vi que o caso era grave.
-" Mas Excelência, é assim tão importante?"
-" Meu amigo, a Pátria corre perigo."
Senti que era a hora da decisão.
-" Se a Pátria periga, não desejo a mínima recompensa. Comigo é assim. Pela Pátria é tudo. Calarei."
Calamos.
Dois dias passados e a minha tia recebia uma carta escrita pelo Imperador, agradecendo e louvando.
A carta ainda lá está. A verruga também.
Quanto a mim, continuo sentado lá em casa. Calado.
***
ACONTECEU COMIGO!!!

"Nothing is so beautiful as spring when weeds, in wheels, shoot long and lovely and lush...
Autor: Gerard Manley Hopkins - "SPRING" (poema)
Devem ter já passado uns bons largos anos desta minha vida, de más e boas recordações (quem as não tem!!!), que as duas frases acima, que são o começo de um belo poema de Hopkins, me marcaram positivamente e para sempre. Trata-se de um momento inesquecível para mim, o qual, de quando em vez me visita no tumulto dos meus pensamentos misturados, em desalinho envergonhados. Foi numa tarde de aulas, no estabelecimento de ensino na cidade onde nasci, que tudo aconteceu. Era costume, nesse estabelecimento, num certo dia da semana, fazer-se uma espécie de julgamento, em forma de círculo, onde estava presente um só juiz, um "arguido" e as testemunhas de "observação" acomodadas à volta da sala. Devo salientar que éramos só alunos e professor. Nessa tarde fui eu a "arguida". Havia uma cadeira, lá bem no meio, para onde eu tinha de me dirigir e tomar assento. Assim fiz, com os nervos saltitantes, o sangue mais apressado na sua correria louca dentro de mim, e as faces vermelhas que me queimavam. Eu tinha de comentar, na língua de Hopkins, para que todos ouvissem e me julgassem, o poema que acima menciono. Nesse dia, não sei como nem porquê, eu estava inspirada e decidida a fazer figura. As dezenas de olhos pregados em mim, ao invés de me assustarem, tiveram o efeito contrário e, aí vou eu... Que apreciava o poema de Hopkins, porque as suas palavras me faziam VER o que ele descrevia, como o rebentar dos botões da planta, a surgir para a vida, para a natureza, com um movimento que começa dentro do ramo verde para o exterior soalheiro, cheios de beleza e de frescura ainda húmida! A graça e a actividade próprias da estação. Com o calor do sol tudo entra em actividade e alegria. É a beleza de tudo que nasce e que é tenro e que é perfeito. Continuei, dentro deste estilo, com palavras minhas e ao meu jeito. Eis senão quando, ouço um comentário..."Parabéns, você compreendeu exactamente o desejo de Hopkins que era tornar o desabrochar, o mais real possivel". Alguém bateu palmas e... mais palmas se seguiram. Era costume. Era a sentença mais desejada do arguido. Se ele merecia, palmas não lhe faltavam. E eu, nem queria acreditar, eu tinha merecido...Coisas simples da vida que não esquecemos...
Adelaide
2.7.10
MANHÃ DE NOVEMBRO

O mês do ano que, acinzentado e frio, todos os anos se despede de mim deixando-me como prenda um ano mais. Estou cansada destas prendas! Verdade seja dita! Pois foi no passado mês de Novembro que uma rajada de vento, por acaso não muito forte, o que achei simpático da parte do elemento , veio direita a mim juntamente com um pequeno pedaço de papel que, em movimentos graciosos mas apressados resolveu aterrar junto dos meus pés. Por curiosidade, peguei e olhei-o. Ali estava um poema, "Manhã de Novembro", sem autor, poema húmido e enevoado, triste, frio, com vento, com chuva... Como sabia o vento, que me presenteou com este poema triste mas belo, que eu tinha uma ligação forte com este mês? E porque veio ter comigo em Março, é verdade em Março! É para mim um mistério como misteriosos são também os sonhos que todas as noites me visitam e que
logo se desvanecem quando, aos poucos, me vou aproximando da realidade de mais um novo dia para viver.
Eis o dito poema:
Que manhã de Novembro triste e fria!
Gemia o vento...o chão todo molhado...
Era tudo cinzento enevoado,
naquela hora amarga em que eu partia...
O céu também chorava nesse dia...
a terra tinha o ar atribulado
de alguém que padecesse abandonado
na hora derradeira da agonia!
Meu Deus! Em tudo havia uma tristeza,
um desconforto enorme, uma frieza,
que doutra semelhante não me lembro!
Que mão secreta havia destinado
ficar meu coração amortalhado
nas brumas desse dia de Novembro?...
***
30.6.10
AS BELAS VIDEIRAS DO MINHO

As belas e verdes videiras,
Cobrem a minha cabeça,
E carinhosamente me tapam
Dos fortes raios amarelos do sol!
O cheiro forte das doces uvas,
prontinhas para colher,
Vão dar-me com muito amor
O prazer de as beber.
Vinho puro a saber a Minho,
linda terra p'ra viver!
Como é gostoso e puro o vinho
Da linda terra que é o Minho!
Adelaide
***
29.6.10
O SOL BRILHOU...
28.6.10
A ÁGUA MILAGROSA

Num pequeno povoado, de aparência muito tranquila, os seus habitantes viviam bastante nervosos e insatisfeitos com a sua vida. Talvez pelo excesso de trabalho, lavrando as suas terras, ou pelo aborrecimento da rotina do dia a dia. O certo é que os homens, quando podiam, não saíam do bar e as mulheres não eram felizes. Os meninos eram muito violentos. Só havia uma pessoa que parecia ser feliz. Era a senhora Ana, já muito perto dos cem anos. Todos os dias se sentava debaixo da árvore que havia na porta de sua casa e que dava sombra numa fonte. (Desde que havia água nas casas ninguém bebia desta fonte). Um dia, a senhora Ana ficou muita surpreendida e com cara de felicidade. Pedro, o da forja, que nesse momento passava por ali, perguntou: "Que tal a sestazinha de hoje"? Ela respondeu: – "Hoje tive um sonho muito lindo"!
"Conte-me lá, de que se trata"? "Apareceu-me um ser sobrenatural que me disse que, para remédio dos problemas, se deve beber água desta fonte". Pedro sorriu e seguiu seu caminho pensando que a senhora estava perdendo o juízo. Quando chegou a casa, a sua mulher recriminou-o por chegar tarde mas, ele nem se importou pois era o acolhimento de todos os dias. Vestiu-se e foi ao bar jogar uma partida de dominó. A mulher ficou triste pela falta de diálogo que havia entre os dois sentindo-se culpada porque pensava que era ela que não sabia ter uma conversa interessante com ele. Pedro passou a tarde com seus amigos. De regresso a casa, e temendo o acolhimento da mulher, perguntou-se: e se fosse verdade o sonho da senhora Ana? Ao passar pela fonte, olhou para um lado e para o outro, acercou-se e bebeu um pouco de água. Fazia tanto tempo que não a bebia que lhe soube muito bem. Chegou a casa e notou que sua esposa estava diferente. Então pensou que infeliz se sentiria sem as suas atenções. Falou com os filhos e deu graças a Deus por tê-los. Ele, que estava sempre a protestar por causa das suas travessuras...! Naquela noite foi atencioso com sua esposa, demonstrando-lhe o seu amor, doce e apaixonado. Na manhã seguinte, como de costume, foi trabalhar. Desta vez despediu-se de sua mulher contando-lhe o sonho da senhora Ana, rindo, porque tinha bebido um pouco da água milagrosa. Ela não lhe deu importância mas pensou se seria pela água a mudança que tinha notado nele! Correu de boca em boca, a fama das propriedades da água e todos os que sentiam que na sua vida faltava algo de atractivo, começaram a beber da água da fonte. Todos agora eram felizes! Os homens voltavam cedo a casa e eram atenciosos com suas esposas,que se tornaram mais vaidosas, mais "coquettes" e atenciosas com seus maridos. As crianças e os jovens eram mais respeitosos com os adultos, os quais se sentiam mais amados.
Um dia, a fonte começou a ter pouca água, até que acabou de deitar. Os vizinhos daquele povoado ficaram tristes pensando que a felicidade que sentiam se perderia pela falta da água milagrosa. A senhora Ana, que já tinha completado mais de cem anos, disse-lhes: "Não tenhais medo. A água fez os milagres porque vós assim o desejastes".
FIM
(História, traduzida de espanhol para português, e gentilmente cedida pela autora Josefa Alcaide, de Barcelona)
***
20.6.10
O CHORO DE UMA CRIANÇA

ERA UMA MENINA LINDA
VESTIDA DE AZUL CELESTE.
A COR DOS SEUS LINDOS OLHOS
ESTAMPADA NO SEU ROSTO!
CHORAVA E SOLUÇAVA
ENCOSTADA À PAREDE FRIA
DA CASA ONDE MORAVA.
LÁ DENTRO, SEUS PAIS,
DISCUTIAM SEM PARAR.
A MENINA FUGIRA A CHORAR
PORQUE NÃO QUERIA OUVIR
AS PALAVRAS FEIAS QUE
ECOAVAM NO AR.
TANTA TRISTEZA NÃO MERECIA!
ESTE ANJO DE ENCANTAR.
DE REPENTE E COM TRISTEZA
ENCOSTEI-A AO MEU PEITO.
ABRACEI-A COM TERNURA.
E MEU CORAÇÃO APERTOU!
UMA LÁGRIMA SE SOLTOU
E AS SUAS ÀS MINHAS SE JUNTARAM.
AOS POUCOS ACALMOU,
A DISCUSSÃO ACABOU.
E A MENINA COM OLHOS
QUE ERAM DOIS PEDACINHOS DE CÉU,
PARA CASA VOLTOU...E EU ALI FIQUEI
A VER O QUE ACONTECIA.
OLHEI PELA JANELA E A MENINA JÁ SORRIA!
***
PORQUE NÃO QUERIA OUVIR
AS PALAVRAS FEIAS QUE
ECOAVAM NO AR.
TANTA TRISTEZA NÃO MERECIA!
ESTE ANJO DE ENCANTAR.
DE REPENTE E COM TRISTEZA
ENCOSTEI-A AO MEU PEITO.
ABRACEI-A COM TERNURA.
E MEU CORAÇÃO APERTOU!
UMA LÁGRIMA SE SOLTOU
E AS SUAS ÀS MINHAS SE JUNTARAM.
AOS POUCOS ACALMOU,
A DISCUSSÃO ACABOU.
E A MENINA COM OLHOS
QUE ERAM DOIS PEDACINHOS DE CÉU,
PARA CASA VOLTOU...E EU ALI FIQUEI
A VER O QUE ACONTECIA.
OLHEI PELA JANELA E A MENINA JÁ SORRIA!
***
18.6.10
O MARAVILHOSO CORPO HUMANO

Uma vez mais, H.Thomas, escritor que muito admiro, me proporcionou, alguns minutos de uma leitura que chamou a minha atenção, a tal ponto, que me sinto impelida a passar para o papel, por palavras minhas, o seguinte:
O QUE É O CORPO HUMANO? Para meu espanto, fico a saber que o corpo humano é, nada mais nada menos do que um certo número de produtos químicos, misturados de tal forma que produzem um corpo com vida, que come, cresce, "planeja", "cultua" e ama.
Produtos químicos, tais como:
- 75 velas
- 100 0vos
- Um bocado de ferro
- Um pedaço da sabão
- Fósforo suficiente para fabricar cerca de 100.000 fósforos
- 1 kg de açúcar
- 38 litros de água
- Um punhado sal
****
ESTRANHO, NÃO É? ENTÃO E A ALMA?
***
28.5.10
STOP ALL THE CLOCKS... CUT OFF THE TELEPHONES... TURN OFF THE TELEVISIONS, AS SOMETHING IMPORTANT IS HAPPENING....! OH, MY DEAR LORD......!

Como podia passar à frente
E deixar para trás pendente
Tal momento de beleza!!!
Nenhum elemento pode ocorrer
Para destruir tal vontade de comer!
Belos dentes brancos e fortes
Atacam com força e garra
A fatia da melancia
Que também comer eu queria!
É verdade...
Uma batalha vamos travar...
Dá cá...é para mim...
Pára, não comas mais...
És menino obediente
E a avó fica contente!
......
Humm, que maravilha,
Que linda cor entrou dentro de mim!
Que doce sumo escorreu pelos cantos
Da minha boca como carreiro sem fim.
Obrigada meu amor, por teres sido meu amigo!
Roubei-te a melancia e não te zangaste comigo!
Beijos te dou com fartura,
Porque mereces, por tanta ternura!
.....
Ah, que boa era a fatia daquela bela melancia.....
***
27.5.10
UMA DOCE OFERTA

É muito doce a oferta de uma linda flor!
Quando é dada com carinho, com amor!
É grande o seu significado e a beleza da sua cor,
O cheiro que emana das suas pétalas rosa,
entranha-se dentro de mim com alegria e ardor!
Como é doce a oferta de uma flor!
O amor cresce, aumenta , fica maior!
E há coisa mais bela do que receber uma linda flor!
Tudo é belo se envolve amor,
Puro sentimento que quem não sente, sofre de dor!
Eu quero receber outra flor, experimentar de novo
O que ela desperta em mim...
O puro sentimento do amor!
***
21.5.10
AO VIRAR DA ESQUINA

Era uma tarde linda de sol.
As ruas cheias de gente.
O corre corre habitual.
Nesse dia percorri calmamente
Os meus caminhos de sempre.
Por vezes até parava, de repente,
Para admirar uma varanda florida,
Graças ao gosto que tem muita gente.
E as cidades ficam lindas e com vida!
Depois continuava, na minha passada lenta,
E admirava as montras tentadoras
Daquelas ruas de lindas lojas... sem vendas!
O meu pensamento não parava, compro?
Não, não compro.
Envolta nos meus pensamentos, continuei,
Até que dobrei a esquina e...
Ah, perdão, querida senhora, a minha distracção!
Não faz mal, pode repetir, eu gostei, ela disse!
De abraços assim já estava esquecida...
Eu tinha mesmo caído nos braços daquela bela senhora,
Linda e encantadora, mas,
Mas forças já não tinha!
O que senti foi muito belo!
Aquela senhora idosa, adorou o meu abraço
E eu também amei o abraço dela!
Por algum tempo, no meio de tanta gente,
Ficamos conversando, e eu ia observando
Seus belos olhos azuis, alegres e tristes
Porque 2 lagrimitas lhe saltaram
Daqueles olhos que tanto já tinham visto!
Sua vida já longa não mais esqueceu.
Como eu... como eu...
E depois também chorei...
E não mais esquecerei aquela linda senhora!
***
20.5.10
LENDA DE ORFEU E EURIDICE

ORFEU O "PAI DO CANTO"
"PAI DO CANTO" foi o título que lhe deram. Era considerado músico lendário e poeta. Diz a lenda que recebeu uma lira de Apolo e que as deusas das artes, as Musas, eram suas mestras. Com a música que elas lhe ensinaram foi capaz de encantar os homens e os animais, dar movimento às árvores e até, segundo a lenda, mover rochedos!!!
Sua querida esposa, de nome Euridice, morreu, e ele suplicou ao seu Deus padroeiro que lhe desse capacidade para a libertar do negro reino de Plutão. Sua prece foi ouvida mas, com uma condição: "não deveria Orfeu olhar para ela enquanto não estivesse completamente fora do mundo subterrâneo". Com a sua música conseguiu maravilhas. Venceu Plutão e as Fúrias que são criaturas selvagens que guardam as portas desse mundo escuro de morte. Porém, aconteceu o que não devia ter acontecido. À vista de Orfeu, Euridice ficou louca de amor e não percebia porque Orfeu não olhava para ela!!! Pediu-lhe que a olhasse e ele... não resistiu...! Euridice, ainda não estava completamente liberta da escuridão, e o olhar do seu bem amado, por ter desobedecido à condição acordada com o seu Deus padroeiro, empurrou-a de novo. e para sempre, para o mundo de Plutão. Esta história de amor bela mas funesta serviu de tema a muitas óperas especialmente de Gluck e Monteverdi.
***
"PAI DO CANTO" foi o título que lhe deram. Era considerado músico lendário e poeta. Diz a lenda que recebeu uma lira de Apolo e que as deusas das artes, as Musas, eram suas mestras. Com a música que elas lhe ensinaram foi capaz de encantar os homens e os animais, dar movimento às árvores e até, segundo a lenda, mover rochedos!!!
Sua querida esposa, de nome Euridice, morreu, e ele suplicou ao seu Deus padroeiro que lhe desse capacidade para a libertar do negro reino de Plutão. Sua prece foi ouvida mas, com uma condição: "não deveria Orfeu olhar para ela enquanto não estivesse completamente fora do mundo subterrâneo". Com a sua música conseguiu maravilhas. Venceu Plutão e as Fúrias que são criaturas selvagens que guardam as portas desse mundo escuro de morte. Porém, aconteceu o que não devia ter acontecido. À vista de Orfeu, Euridice ficou louca de amor e não percebia porque Orfeu não olhava para ela!!! Pediu-lhe que a olhasse e ele... não resistiu...! Euridice, ainda não estava completamente liberta da escuridão, e o olhar do seu bem amado, por ter desobedecido à condição acordada com o seu Deus padroeiro, empurrou-a de novo. e para sempre, para o mundo de Plutão. Esta história de amor bela mas funesta serviu de tema a muitas óperas especialmente de Gluck e Monteverdi.
***
15.5.10
UMA BELA .GLICÍNIA

Quando encontrar uma tão bela árvore,
Como esta glicínia, no meu caminho,
Paro,
Não dou nem mais um passo. e ali fico
A admirá-la,
A sentir o seu cheiro e a encher os meus olhos
Com a mais linda cor...
da paleta de um pintor.
Irradiante de luz, semeia alegria
Felicidade, paz e, nos nossos corações
Desperta o mais puro sentimento.
O sentimento do amor!
Como esta glicínia, no meu caminho,
Paro,
Não dou nem mais um passo. e ali fico
A admirá-la,
A sentir o seu cheiro e a encher os meus olhos
Com a mais linda cor...
da paleta de um pintor.
Irradiante de luz, semeia alegria
Felicidade, paz e, nos nossos corações
Desperta o mais puro sentimento.
O sentimento do amor!
***
5.5.10
BELAS FLORES

Imagem da net
Como podemos passar por esta maravilha sem pensar uma vez mais como é bela a Natureza.! Olhar as belezas que nos rodeiam, todos os dias de nossas vidas, é uma forma de amenizar um pouco os sofrimentos que nos atacam de quando em vez. Alguém disse, e é bem verdade: a vida sem sofrimento não é vida. A vida é aquele mistério em que tantas vezes penso e que tanto desejaria compreender, aprofundar, e conhecer o outro lado que virá um dia a ser a minha nova morada, a morada de todos nós.
Estas flores azuis parecem querer voar ao céu tal a intensidade que se denota na força com que apontam ao infinito. Parece que a terra em que criaram raízes não as deixam fugir porque as amam e porque lhes deram vida
***
Subscrever:
Mensagens (Atom)

