8.1.12


UM AMOR PERDIDO









Conheci-te, amei-te e perdi-te!
Chorei lágrimas dolorosas,
Lágrimas sem fim!
Lágrimas que não mais secaram!
Dentro de mim!
Inundaram minha alma,
Todo o meu ser!
Como é injusta a vida,
Tantas vezes sem razão!
E as lágrimas inundaram
Completamente meu coração!
Seguimos diferentes caminhos.
Vidas diferentes vivemos.
Ora felizes ora infelizes, como saberemos?
Nunca mais nos encontramos,
Neste mundo tão demente!
Mas...o meu maior desejo é...
Que não seja para sempre!


Adelaide
*

4.1.12

OS POMBOS

O sol da tarde despertou em mim o desejo de o sentir directamente em meu rosto. Não podia resistir a esse desejo. Como podia, se o sol nos tem visitado tão pouco! Munida de máquina digital para fotografar o que me aparecesse de belo, aí vou eu sem destino, calmamente, não deixando de observar tudo que é verde ou colorido. O ar soalheiro entrou dentro de mim, percorreu-me, aqueceu-me, como que adivinhando o quanto o meu corpo interior e solitário precisava desse calor ameno e reconfortante do astro rei.

Respirei fundo, saboreei o prazer sentido nesse momento mágico e senti-me também, como se rainha fosse, já que o rei dos astros tinha carinhosamente entrado dentro de mim. Senti-o e agradeci o bem me havia feito. Agradecer o que a natureza nos dá é uma obrigação que temos para com o Criador. Fui andando, andando, fotografando arbustos verdes, belos, e outros verdes e a florir. Que bom esquecer tudo o que nos rodeia e admirar aquilo que ninguém vê, porque o corre corre do dia quase a terminar não deixa que as pessoas admirem os pormenores belos e ao mesmo tempo selvagens que estão por ali espalhados desordenadamente.

De repente, um pombo que vagueava na relva verde aparece a olhar para mim, com um ar admirado por encontrar alguém que falou com ele. Chamei-o, ele olhou-me e deu uns passitos na minha direcção. A partir daqui ficaremos amigos pois irei procurá-lo sempre que o desejo de apanhar o sol da tarde me encaminhar para novo passeio.



Adelaide


PINTURA "ROUBADA"



Uma bela pintura,
Um jogo de cores.
Tais misturas
Despertam amores.

Uma vontade surgiu.
Uma ideia me assaltou.
Roubo, não roubo?
Meu coração decidiu.

Roubei, trouxe comigo.
Meu blog agradeceu.
Não te zangues meu amigo.
Eu te digo, fui eu. 


Adelaide

2.1.12


O MEU RIACHO

















O meu riacho, amigo de todas as horas,
É meu porque nele meus dedos molho feliz
Em todas as manhãs e tardes de sol dourado!
Aquela água fresca e pura do meu riacho,
Como o cristal puro que canta e brilha,
Vai saltando feliz e contente,
De rocha em rocha, como passadas de gente!
Pequenas cataratas, prateadas, saltitantes,
Atiram aos ares gotas lindas como pérolas!
E como a luz do sol por entre elas se esgueira,
É o arco-iris que com suas cores espreita.
Sento-me na minha rocha à beira da margem,
Que também é minha porque a afago com amor
e o calor da minha mão já lhe pertence.
Olho o azul do céu que é de todos nós e meu,
Que me sorri num longo sorriso porque também ele
Gosta do meu riacho que continua crescendo e correndo
Porque outros, com abraços, se lhe vão juntando.
E porque já são vários na corrida,
Deslizam contentes aos saltos,
Fazendo olhinhos às flores das margens,
Como namorados que trocam mensagens!
Finalmente o mar recebe com alegria
Os filhos que cresceram e já são rios
E que à casa paterna com ânsia e louca euforia
quiseram voltar.
O mar e os rios estão felizes abraçados a lutar
Porque uma onda gigantesca se eleva no ar!

Adelaide

29.12.11


FELICIDADE


Depois de uma noite bem dormida,
Nos primeiros minutos do meu acordar,
Quando o nosso interior se recompõe
Para mais um dia de vida,
Desenhou-se na minha mente
A doce palavra FELICIDADE!

Foi uma tão bela surpresa que,
De olhos ainda fechados, sorri de contente.
Abri a janela e olhei o azul do céu.
Respirei o ar fresco da manhã
E olhei a relva verde e fresca,
Ainda com bolhinhas de orvalho.

Isto é FELICIDADE!


Adelaide 2011

21.12.11

UM DIA DE VERÃO...

DIA DOCE, QUENTE, SOALHEIRO,
SUOR ESCORRENDO PELA FACE.
SILÊNCIO,
SILÊNCIO DE OURO
QUE CURA A EBULIÇÃO
QUE INVADE MEU CORAÇÃO.

MEU SER ABENÇOADO
POR TUDO QUE AMO
E AMO TANTO!
VIDA DE ENCANTO,
MOMENTOS DE GRAÇA,
MÚSICA QUE OUÇO
DE OLHOS FECHADOS.

E AQUELES ABRAÇOS,
IMAGENS BELAS,
FLORES LINDAS 
DE BELAS CORES...

Adelaide 2011

16.12.11

CORAÇÃO FELIZ




















O meu coração está feliz!
E todo o meu corpo.
Porque
Um sentimento doce me corre nas veias.
E,  por isso,  estou feliz!
Apetece-me abraçar as árvores,

Beijar seus ramos e folhas
E dar palmadas nos muros
Que nem o Tomé da Póvoa!
Ele dizia de peito aberto:
Estas árvores são minhas,
Estes muros são meus.
Até os passarinhos

Que fazem seus ninhos
Em minhas árvores,
São meus.
Tomé da Póvoa estava feliz!
Co
mo o meu, também o seu coração,
Batia forte, de alegria e comoção!
Porque, o novo dia, o acordara feliz!

AdelaideQ

*

15.12.11

PINTAINHO AMARELINHO


PIU...PIU...


Pintaínho
Amarelinho
De biquinho arrebitado,
Corre corre apressado
E um pouco amedrontado!

O gatinho da vizinha,
Branquinho e amarelado,
Corre atrás do pintaínho
Porque está esfomeado,
E o pintaínho,...
É muito gordinho!

Piu, piu, piu...
Grita o pintaínho aflito.
Não sabe da sua mãe!
Que galinha descuidada,
Debica aqui, debica alí,
Do filhinho não sabe nada!

Mas o galo esforçado
Não encontra o pintaínho,
Seu filhinho adorado!
Ralha à galinha, sai a correr,
Grita e grita...
para seu filhinho ouvir...

Piu, piu, piu....
Ouve ao longe o galo aflito!
É o seu filhinho fugido
Que vem a correr apressado
Para a ele se agarrar...
E o gatinho foge a miar
E muito desconsolado!!!


Adelaide 2011
*

13.12.11

FLOR PAPAGAIO DA TAILANDIA



 
A FLÔR DA SORTE

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12.12.11

MARASMO

Poema dedicado à minha amiga Mizita.
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Marasmo

Ainda não esqueci
O poema que perdi
E que tão mal me deixou.
Lembras-te?
Era uma resposta ao marasmo
que de ti, grande amiga recebi.

Pensei, refleti, e,,,

Entrei no computador
Percorri caminhos escusos
Afastei ficheiros e fios
Olhei cantos escuros
Mas o meu poema não vi!!!
Coisas assim não, não aceito!
Perder um poema, não tem jeito!


Como ele estava belo!!!

Oh, querida inspiração,
Volta  e dá-me a mão.
Traz-me à memória outra vez
Algo do que se foi
Pois meu coração me dói...!

Saí,

Fui à rua olhar o sol.
O céu azul me encantou
E um beijo me enviou.
Fiquei muito feliz
Com tal gesto encantador.

Que bom foi sair de casa,
Do marasmo de que falavas.
Respirei fundo.
Olhei a beleza envolvente.
E... já contente,
Esqueci o poema perdido,
Porque outros virão para meu contento.

Afinal, querida amiga,
Dizias, e muito bem,
Nem tudo está mal,
Pois que vem aí o Natal.

Adelaide





4.12.11

A MINHA AMIGA LUA















Lá longe no firmamento,
Vaidosa e iluminada,
há uma bola branca,
Que não fala, não diz nada!

Levanto os olhos ao céu,
Com esperança e amor!
Mas nada ouço, nada me diz!
Assalta-me a tristeza e a dor!

Queria que ela me olhasse
E me enchesse de alegria!
A Sua luz me alimenta
De noite e de dia!

Mas não perco a esperança.
Quero tê-la como amiga.
Hei-de sentir sua luz
E sua sabedoria!

Será amiga leal,
Me ouvirá sem responder.
Aceitarei seus conselhos
E saberei entender!

Obrigada amiga minha!
Não me negues teu amor!
Dá luz aos meus dias.
E às minhas noites, calor!

Adelaide

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26.11.11

O MAR QUE ME REFRESCA














As águas verdes
tranquilas ou ondulantes
que os meus olhos enxergam
e admiram sem descanso,
pertencem ao meu mar
porque nele me molho se quero
ou só o olho e não me molho.

As areias lisas
ou já calcadas,
pertencem ao mar verde
que as alisa quando quer.
Porque uma areia lisa
lembra uma seda
muito brilhante
muito ondulante
se uma brisa houver.

Estendo-me nessa areia de seda,
sinto o calor que me aconchega.
Cobre-me o azul do céu
que me encanta, me enleva
e acalma os meus turbilhões.
Medito, relembro o que já passou
mas...esqueço. Lembrar para quê?

Adelaide

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""SPRING"" BY HOPKINS














"Nothing is so beautiful as spring when weeds, in wheels, shoot long and lovely and lush...


Autor: Gerard Manley Hopkins - "SPRING" (poema)


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Devem ter já passado uns bons largos anos desta minha vida, de más e boas recordações (quem as não tem!!!), que as duas frases acima, que são o começo de um belo poema de Hopkins, me marcaram positivamente e para sempre.

Trata-se de um momento inesquecível para mim, o qual, de quando em vez me visita no tumulto dos meus pensamentos misturados, em desalinho e
envergonhados. Foi numa tarde de aulas, no estabelecimento de ensino na cidade onde nasci, que tudo aconteceu.

Era costume, nesse estabelecimento, num certo dia da semana, fazer-se uma espécie de julgamento, em forma de círculo, onde estava presente um só juiz, um "arguido" e as testemunhas de "observação" acomodadas à volta da sala.

Devo salientar que éramos só alunos e professor.

Nessa tarde fui eu a "arguida". Havia uma cadeira, lá bem no meio, para onde eu tinha de me dirigir e tomar assento. Assim fiz, com os nervos saltitantes, o sangue mais apressado na sua correria louca dentro de mim, e as faces vermelhas que me queimavam. Eu tinha de comentar, na língua de Hopkins, para que todos ouvissem e me julgassem, o poema que acima menciono. Nesse dia, não sei como nem porquê, eu estava inspirada e decidida a fazer figura. As dezenas de olhos pregados em mim, ao invés de me assustarem, tiveram o efeito contrário e, aí vou eu... Que apreciava o poema de Hopkins, porque as suas palavras me faziam VER o que ele descrevia, como o rebentar dos botões da planta, a surgir para a vida, para a natureza, com um movimento que começa dentro do ramo verde para o exterior soalheiro, cheios de beleza e de frescura ainda húmida!

A graça e a actividade próprias da estação.

Com o calor do sol tudo entra em actividade e alegria. É a beleza de tudo que nasce e que é tenro e que é perfeito. Continuei, dentro deste estilo, com palavras minhas e ao meu jeito.

Eis senão quando, ouço um comentário..."Parabéns, você compreendeu exactamente o desejo de Hopkins que era tornar o "desabrochar", o mais real possível".

Alguém bateu palmas e... mais palmas se seguiram. Era costume. Era a sentença mais desejada do arguido. Se ele merecia, palmas não lhe faltavam. E eu, nem queria acreditar, eu tinha merecido...

Coisas simples da vida que jamais se esquecem...


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Adelaide

ORFEU, O PAI DO CANTO















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ORFEU O "PAI DO CANTO"

"PAI DO CANTO" foi o título que lhe deram. Era considerado músico lendário e poeta. Diz a lenda que recebeu uma lira de Apolo e que as deusas das artes, as Musas, eram suas mestras. Com a música que elas lhe ensinaram foi capaz de encantar os homens e os animais, dar movimento às árvores e até, segundo a lenda, mover rochedos!!!

Sua esposa, Euridice, morreu, e ele suplicou ao seu Deus padroeiro que lhe desse capacidade para a libertar do reino de Plutão. Sua prece foi ouvida com uma condição: "não deveria olhar para ela enquanto não estivesse completamente fora do mundo subterrâneo". Com a sua música conseguiu maravilhas. Venceu Plutão e as Fúrias que são criaturas selvagens que guardam as portas desse mundo escuro de morte. Porém aconteceu o que não devia ter acontecido.

À vista de Orfeu, Euridice ficou louca de amor e não percebia porque Orfeu não olhava para ela!!! Pediu-lhe que a olhasse e ele... não resistiu...! Euridice, ainda não estava completamente liberta da escuridão, e o olhar do seu bem amado, por ter desobedecido à condição acordada com o seu Deus padroeiro, empurrou-a de novo e para sempre para o mundo de Plutão.

Esta história de amor bela mas funesta serviu de tema a muitas óperas especialmente as de Gluck e Monteverdi
.
Adelaide

**

18.11.11

UM INESQUECÍVEL DIA DE SOL

*
Depois de mais um saudável passeio por entre as árvores, onde o oxigénio é mais forte e mais "verde", cheguei à orla onde se me deparou uma extensão de areia lisa e tentadora! Lá no fundo, o mar esverdeado vinha beijar a sua areia e nela deixava bolhinhas brancas que se espalhavam aleatoriamente, formando como que uma fronteira às curvas, entre a sua areia e ele.

Levei um certo tempo a decidir se teria coragem de destruir com as minhas passadas, a beleza daquele areal reconfortante e morno que me conduziria até junto daquele mar belo, fresco e perfumado. O cheiro a maresia! Vencida a pena que sentia, decidi iniciar a minha caminhada, deixando atrás de mim uma fila de pegadas que formavam um caminho, ora liso ora às curvas, sempre que olhava para trás para ver o meu estrago.

Cheguei perto daquele belo mar, pousei a palma da minha mão na frescura esverdeada e húmida daquela água bem fria.
De seguida molhei a face com ela. Todo o meu corpo sentiu aquela frescura, e o mar molhou-me os pés como que para me cumprimentar e agradecer a minha visita ao seu espaço. Eu era quase a única pessoa naquela praia e, por isso, aquele mar pareceu ficar feliz. Ele gosta de visitas que o acariciem e lhe transmitam um pouco de calor humano.

Resolvi sentar-me junto dele para saborear a frescura das ondas que vinham brincar com os meus pés. Fechei os olhos, com a cara virada para o céu, como que a meditar, apreciando aquele momento de rara felicidade e graça, quando, de repente, uma onda grande e brincalhona me cobriu e me molhou por completo, me assustou, mas... agradeci-lhe e ali permaneci. Logo de seguida ouvi um som que parecia uma gargalhada daquela onda engraçada que decidiu brincar comigo. Momento inesquecível!

Adelaide 2011

5.11.11

DONIZETTI - OPERA "DOM PASQUALE" SEVANT'S CHORUS



PARA MATAR SAUDADES DOS BONS VELHOS TEMPOS
*

2.11.11