17.8.11

A PALAVRA TERNURA












Ameaçava um pouco de chuva
Mas decidi fazer a caminhada.
Numa curva do caminho
Dei de caras com a ternura!
Cena linda e muita rara,
Muito bela e muito pura...
Uma avozinha curvada,
Depois de uma vida bem dura...
Uma mão cansada,
Escura e com rugas,
Ao mesmo tempo que uma mão
Linda, branca, e rosada,
A mão da avó segurava.
- Cuidado vovó, cuidado.
Podes cair e eu sou pequenina para te ajudar.
Sabes que te amo, não sabes!
Sabes que te amo com muita ternura.
- Sei minha querida, e sei também
Que és o amor da minha vida!

Fiquei parada, comovida,
Olhos molhados,
E um nó na garganta.
Cena linda que na minha mente
Ficará plantada para sempre...

Adelaide 2011
Autora

***

2.8.11

31.7.11

ESTA É DE NÃO PERDER. RIR É PRECISO!!!

***

O Manel entrou em casa a correr...
Ó Maria, ganhei o Euromilhões !!!!!!!!!! Faz as malas.......
Ai que bom!!! Levo roupa quente ou fria?
Leva tudo! Vais p'ra casa da tua mãe!
***

Ora esta!!! Coitada da Maria. Toda a vida aturou o Manel, alimentou-o,
lavou-lhe as cuecas, aturou as suas constantes más disposições e, agora,
que podia ter umas moedinhas a mais para comprar uns vestidinhos novos
e saborear um pouco de felicidade, o sacana do Manel manda-a para casa da mãe!!!

29.7.11

O SIGNIFICADO DO MEU NOME


***
O significado do seu nome:
Adelaide
De linhagem nobre indica uma pessoa dinâmica e com grande sabedoria. Mas precisa se abrir um pouco, pois em geral não deixa nada nem ninguém interferir nas suas certezas. Do teutónico "de linhagem nobre".. Procuras a paz a qualquer preço, nem que seja... a lutar! E nem de longe imaginas viver ao lado de pessoas que se relacionam à base de chapadas e berros, sejam elas tua mãe, teu pai ou o grande amor da tua vida. Além de paz, teu coração precisa muito de amor. E estas sempre a namoriscar. Mas que ninguém te tente prender ou proibir disso ou daquilo, porque, aí, é adeus na certa. Toma cuidado para não julgar e criticar os outros.

***

27.7.11

TO TALK WITH GOD

***
















My Great Lord,

You know all my life.
So, I ask you to please protect
me in every step I take and bring
happiness into my life.
Thank You my dear Lord.

Amen

UM LINDO POEMA NUM TRISTE DIA

***

"Se eu morrer de manhã
abre a janela devagar
e olha com rigor o dia que não tenho.

Não me lamentes. Eu não me entristeço:
ter tido a morte é mais do que mereço
se nem conheço a noite de que venho.

Deixa entrar pela casa um pouco de ar
e um pedaço de céu, o único que sei.

Talvez um pássaro me estenda a asa,

que não saber voar foi sempre a minha lei.

Não busques o meu hálito no espelho.
Não chames o meu nome que eu não venho
e do mistério nada te direi.

Diz que não estou, se alguém bater à porta.
Deixa que eu faça o meu papel de morta
pois não estar é da morte, quanto sei."

ROSA LOBATO DE FARIA

****

17.7.11

OS MISTÉRIOS DA VIDA

***










Os dias passam.
As noites também.
É o mundo em que vivemos,
Sem saber o que fazemos,
Para onde vamos,
E de onde viemos!
Fechada num quarto escuro
Sem janelas nem pontas de luz!
De vagar, apalpando,
Procuro algo onde encoste a mão,
E descubro uma parede dura e fria.
Continuo a minha pesquisa,
Tropeçando aqui e ali,
Até que outro parede encontro,
Novamente fria e dura.
Mas eu queria mais...
Só paredes só paredes...
Não pode ser!
E continuo procurando...
Juntei as mãos,
Num gesto de esperança,
Elevei-as acima da cabeça,
Larguei-as, levei-as à frente
E encontro madeira, não parede fria.
Era uma porta e o meu coração acalmou.
Tateei ansiosa até que um fecho encontrei!
Abri-o e meus olhos logo tapei
A luz era tanta que não aguentei.
Mas à vida voltei, e à noite chegarei,
Outra e outra vez!
E é esta a vida que vivemos!
Para onde vamos e de onde viemos?
Não sei...

Adelaide 2011


13.7.11

























" Medas de Feno em Giverny, Pôr do sol"

Inspiração em Monet


Adelaide 2008
Posted by Picasa

A EXPOSIÇÃO


O MEU CORAÇÃO ESTÁ FELIZ

MAS APERTADO.

CONTENTE… MAS,

UM POUCO ANGUSTIADO,

PORQUE TIVE A INSENSATEZ

DE VOS CONVIDAR NESTE DIA

PARA VER TELAS QUE FIZ

SE DE PINTURA NADA SABIA!

DISSERAM ELES...OS FILHOS QUE TANTO AMO!

EXPERIMENTA…!

ASSIM FIZ

... OBEDECI!

E JÁ ME CHAMAM ARTISTA.

MÁGICO DIA AQUELE

QUE NÃO MAIS ESQUECEREI!

PINTEI, PINTEI

E NÃO MAIS PAREI!

ARTISTA SEREI, TALVEZ UM DIA

E GRANDE SERÁ A MINHA ALEGRIA!


Adelaide 2009

7.7.11

UM FOTÓGRAFO DE QUALIDADE













A minha primeira exposição.
***

2.7.11

LOIROS CABELOS SEDOSOS

O MEU AMIGO O VENTO











Sentei-me numa pedra do caminho.
Estava cansada e ofegante.
Tinha sido longa a corrida com o vento.
Havia-lhe pedido que me levasse
longe no firmamento.
E ele levou-me.

Enlacei nele meus braços,
com força p'ra não cair.
Passamos por belas nuvens,
em agitados movimentos.
Falei com as estrelas
Admirei seu brilho intenso,
E me apaixonei por elas.

Como é belo o firmamento.
Que bom foi subir com o vento.
"Levo-te quando quiseres..."
"Obrigada meu amigo,
Esperarei por ti
Nesta pedra sentada,
No meio do arvoredo
Na hora da alvorada"

**

20.6.11

LAGRIMAS DE MENINA










Zizi, olhos negros da cor da noite que nos cobre e envolve, tinha lágrimas nos olhos, e estava sentada numa pedra do caminho sozinha e entregue aos seus pensamentos mais profundos. "Olá querida menina, como te chamas....? "Zizi".... Porque choras lágrimas tão tristes quando rir de felicidade seria o que deverias fazer?
A Zizi não era capaz de falar, as lágrimas continuavam caindo, sem parar. Algo lhe teria acontecido que ela não queria contar..."
Tua mamã ralhou-te? Bateu-te? Ou foi o teu papá que falou mais alto contigo?
Ajoelhei, abracei-a, beijei-a, senti o calor do seu corpinho doce e acariciei seus longos cabelinhos dourados. Era isso que lhe faltava...amor... carícias...beijos...calor humano.
Depois fui eu que chorei sem parar, característica muito peculiar em mim, A CHORONA, porque compreendi o problema da Zizi e o de todas as Zizis espalhadas por este nosso mundo gelado de amor, de sensibilidade e de fraternidade! Triste de dizer e difícil de compreender neste mundo onde há tanta infelicidade e, maldade sem fim.
Com o meu abraço a menina sorriu e eu também...


Adelaide

8.6.11


Quando eu era rapazote
Levei comigo no bote
Uma varina atrevida!
Manobrei e gostei dela,
E lá me atraquei a ela,
P’ró resto da minha vida.

Às vezes, numa pessoa,
A saudade não perdoa,
Faz bater o coração!
Mas tenho grande vaidade,
Em viver a mocidade,
Dentro desta geração.

Sou marinheiro
Deste velho cacilheiro
Dedicado companheiro
Pequeno berço do povo

E navegando,
A idade foi chegando,ai...
O cabelo branqueando,
Mas o Tejo é sempre novo!

Todos moram numa rua,
A que chamam sempre sua,
Mas eu cá não os invejo!
O meu bairro é sobre as águas,
Que cantam as sua mágoas,
E a minha rua é o Tejo!

Certa noite de luar,
Vinha eu a navegar,
E de pé, junto da proa!
Eu vi, ou então sonhei,
Que os braços do Cristo-Rei,
Estavam a abraçar Lisboa!

Sou marinheiro,
Deste velho cacilheiro,
Dedicado companheiro,
Pequeno berço do povo!

E navegando,
A idade foi chegando, ai...
O cabelo branqueando.
Mas o Tejo é sempre novo.

***

4.6.11