2.7.11

O MEU AMIGO O VENTO











Sentei-me numa pedra do caminho.
Estava cansada e ofegante.
Tinha sido longa a corrida com o vento.
Havia-lhe pedido que me levasse
longe no firmamento.
E ele levou-me.

Enlacei nele meus braços,
com força p'ra não cair.
Passamos por belas nuvens,
em agitados movimentos.
Falei com as estrelas
Admirei seu brilho intenso,
E me apaixonei por elas.

Como é belo o firmamento.
Que bom foi subir com o vento.
"Levo-te quando quiseres..."
"Obrigada meu amigo,
Esperarei por ti
Nesta pedra sentada,
No meio do arvoredo
Na hora da alvorada"

**

20.6.11

LAGRIMAS DE MENINA










Zizi, olhos negros da cor da noite que nos cobre e envolve, tinha lágrimas nos olhos, e estava sentada numa pedra do caminho sozinha e entregue aos seus pensamentos mais profundos. "Olá querida menina, como te chamas....? "Zizi".... Porque choras lágrimas tão tristes quando rir de felicidade seria o que deverias fazer?
A Zizi não era capaz de falar, as lágrimas continuavam caindo, sem parar. Algo lhe teria acontecido que ela não queria contar..."
Tua mamã ralhou-te? Bateu-te? Ou foi o teu papá que falou mais alto contigo?
Ajoelhei, abracei-a, beijei-a, senti o calor do seu corpinho doce e acariciei seus longos cabelinhos dourados. Era isso que lhe faltava...amor... carícias...beijos...calor humano.
Depois fui eu que chorei sem parar, característica muito peculiar em mim, A CHORONA, porque compreendi o problema da Zizi e o de todas as Zizis espalhadas por este nosso mundo gelado de amor, de sensibilidade e de fraternidade! Triste de dizer e difícil de compreender neste mundo onde há tanta infelicidade e, maldade sem fim.
Com o meu abraço a menina sorriu e eu também...


Adelaide

8.6.11


Quando eu era rapazote
Levei comigo no bote
Uma varina atrevida!
Manobrei e gostei dela,
E lá me atraquei a ela,
P’ró resto da minha vida.

Às vezes, numa pessoa,
A saudade não perdoa,
Faz bater o coração!
Mas tenho grande vaidade,
Em viver a mocidade,
Dentro desta geração.

Sou marinheiro
Deste velho cacilheiro
Dedicado companheiro
Pequeno berço do povo

E navegando,
A idade foi chegando,ai...
O cabelo branqueando,
Mas o Tejo é sempre novo!

Todos moram numa rua,
A que chamam sempre sua,
Mas eu cá não os invejo!
O meu bairro é sobre as águas,
Que cantam as sua mágoas,
E a minha rua é o Tejo!

Certa noite de luar,
Vinha eu a navegar,
E de pé, junto da proa!
Eu vi, ou então sonhei,
Que os braços do Cristo-Rei,
Estavam a abraçar Lisboa!

Sou marinheiro,
Deste velho cacilheiro,
Dedicado companheiro,
Pequeno berço do povo!

E navegando,
A idade foi chegando, ai...
O cabelo branqueando.
Mas o Tejo é sempre novo.

***

4.6.11

30.5.11

O AMOR DOS MEUS 20 ANOS

























Nos meus 20 anos tive a sorte de conduzir um Tesouro destes! Percorria as ruas do Porto, com alegria e sem preocupação pois ele nunca se voltaria. Por isso lhe chamavam "arrastadeira".
A minha memória ainda não esqueceu a matrícula que me acompanhou durante alguns anos: era IG-18-38 e, até a vizinhança já dizia, mesmo sem me ver: "Olha, ali vai a filha do Sr. X..., devido à força do motor, 15 cavalos como se dizia antigamente, e, por isso, se ouvia bem à distância. Havia quem me dissesse que até parecia uma camioneta de passageiros!!! Que saudades sinto dele! Por onde andará, já que os carros antigos estão a voltar para serem vistos em exposições e, inacreditavelmente, atingiram valores astronómicos!!!

***

7.5.11

7.4.11

UM POEMA E UM BEIJO
















Que delícia|
Que lindo beijo!
Que amor puro!
Que doçura!
Um poema entre gatinhos,
Um poema de beijinhos,
Que loucura!

Abraços, beijos, afagos!
Momentos maravilhosos!
Com tais carinhos vividos,
Seria a vida para sempre e para todos,
Um belo poema de amor eterno!
E muitos momentos de amor sentidos!

Adelaide 2011

ROSA VERMELHA














Que linda esta rosa
Vermelha cor de paixão.
Um presente inesquecível
Que me pousaram na mão!

Foi forte o que senti,
e raramente acontece.
Um calor nos inunda,
Uma alegria nos aquece.

Receber uma flor bela,
Seja de que cor ela for,
Pode ser simpatia, amizade ou amor!

Simpatia é coisa simples,
Amizade é muito grande,
Mas amor é sempre amor!

Adelaide 2011

8.3.11

DIA DA MULHER

Parabéns à Mulher por ter seu dia!
Parabéns por seu valor,
E pelo amor que só ela sabe dar!
Pelo amor que não nega
A quem dele precisa!
E quem não precisa d'amor?

Precisam as criancinhas,
Os velhinhos,
Precisam todos
Os que dele são carentes!
Como era o mundo sem a Mulher?
Só ela é capaz de dar à luz do dia e do luar!
Os tesouros que dela saem felizes e a chorar!
É o primeiro sinal de amor
Que a criança sabe dar.
Chorar...

Parabéns à Mulher que é bela.
Parabéns à que tão bela não é!
Mas que importa!
Feia ou bela é sempre Mulher.
É um exemplo de vida.
Aprende e o que sabe tudo ensina!
Pode ser culta se quiser.
Ultrapassar barreiras,
que noutros tempos não podia.
Por tudo ser verdade,
Ganhou seu dia!
O Dia da Mulher!

**

15.2.11

12.2.11

ULTIMO MODELO DA MERCEDES BENZ

U

















Como podia deixar fugir uma imagem para rir...

*

8.2.11

ROSAS E SEU SIGNIFICADO



Rosas: o secretismo (sub rosa), e, de certa forma, um símbolo pagão, ligado muitas vezes a segredos escondidos da igreja durante a Idade Média. A cada cor está associado um significado diferente, alguns desses significados estão indicados já a seguir:

Rosas Amarelas: amor por alguém que está a morrer ou um amor platónico

Rosas Brancas: reverência, segredo, inocência, pureza e paz

Rosas Champanhe: admiração, simpatia

Rosas Coloridas em tons claros: amizade e solidariedade

Rosas Coloridas, predominando as vermelhas: amor, paixão e felicidade

Rosas Cor-de-rosa: gratidão, agradecimento, o feminino (muitas vezes aparece simbolizando o útero em algumas culturas, como o gineceu está para a cultura ocidental – ver cor-de-rosa)

Rosas Vermelhas: paixão, amor, respeito, adoração

Rosas Vermelhas com Amarelas: felicidade
Rosas Vermelhas com Brancas: harmonia, unidade

4.2.11

O PARAÍSO












Como eu desejava conhecer o Paraíso!
Onde estará ele que não o encontro?
Percorri jardins e florestas, abracei árvores,
Cheirei lindas flores de belas cores,
Cujo aroma me encantou, e a minha procura,
Não parou, continuou.
Eu queria conhecer o meu Paraíso!
Porque amo a beleza da Natureza!
De repente uma linda árvore eu vi,

Vermelha, cor de paixão !
Tão bela, que dela meu olhar não mais se afastou!
Sentei-me no banco que perto encontrei.
Estava ali para mim, eu sei! Estava cansada!
Descansei, olhei sem parar tal árvore cor de paixão!
Finalmente o Paraíso se me deparou!
Todos os dias o visitei,
E no banco junto dela, sempre descansei,
Dormi, sonhei, acordei e de comoção chorei.
Bela árvore vermelha que sempre amarei.
Como é belo o meu Paraíso,
Que tanto queria encontrar,
E encontrei!

Adelaide

***